bio

renata gomes é uma desterrada cearense na cidade de são paulo desde 2000. antes de sair do seu cearazim de meu deus para tentar a vida nesta cidade grande, esteve de passagem por noviorque e o belo rio de janeiro. hoje, queima pestanas escrevendo sua tese de doutorado -que ela não sabe bem para quê vai servir- sob os olhares atentos de seu orientador, seu roomate, seus amigos, da Cobra Celeste e as preces de sua mãe.

vive dizendo que é cineasta, mas até agora só fez filme dos outros e um ou outro vídeo que ninguém nunca viu. jura de pé junto que logo que entregar os sete volumes de sua pesquisa sobre a narrativa nos videogames, vai concretizar a promessa de fazer seu primeiro curta, que já está na hora e daqui a pouco ela não vai mais conseguir posar de cineasta em mesa de bar.

além de queimar pestanas em frente ao computador, em sets de filmagem e ilhas de edição, renata aprecia, com toda a paixão: uma boa conversa de botequim, de preferência regada a um chopp gelado; ouvir música, sobretudo samba, choro e esse gênero abstrato referido comumente por mpb; ler, dentre outros, tirinhas do calvin, do laerte e do fernando gonzales, e escritores menores como borges, cortázar, rubem braga, caio fernando abreu, drummond, leminski, kafka, veículos desinformativos como a caros amigos e blogs alheios os mais variados. assiste, compulsivamente e até a catatonia, seriados da sony, com especial atenção para friends, csi, e.r., scrubs e will & grace; dorme muitas e initerruptas horas, está começando a yoga, faz cookies maravilhosos, é flamenguista doente e vota no lula desde criancinha (embora ande assim meio cabisbaixa com este lugarzinho chamado Brasil...)

do alto de seus 29 aninhos -mas com um corpinho de 28 e meio!-, sabe cada vez menos qual diabos é o sentido da vida, mas insiste em procurar. é uma libriana convicta, com ascendente sagitário e lua em escorpião, e vive suas tpms intensamente. as criaturas mais importantes de sua vida são seus pais, sua irmã e seu grande amor: mestre yoda, também conhecido como gordinho, o pug-intelectual-de-esquerda que aparecerá em seu blog sempre que possível. mas há que se convir que uma meia-dúzia de psicopatas merece o crédito por segui-la nesses descaminhos entre o ceará e o resto do mundo.

caralho de asas (ou a variação caralho de asas voador interplanetário!!!) é sua interjeição obscena/absurda favorita, sendo pronunciada amiúde em sua tão confusa vidinha.

(são paulo, 5 de abril de 2005)